Wágner
O artigo produzido por Patrícia Graciela da Rocha intitulado: “A variação dos pronomes de segunda pessoa na língua falada nas comunidades de Ratones e de Santo Antonio de Lisboa-Uma abordagem Sociolinguística Variacionista” composto por treze (13) páginas visa descrever a alternância dos pronomes “tu/você” nas duas comunidades de Florianópolis e saber se o “tu” persiste com relação ao você, os dados foram coletados do banco de dados do programa VARSUL; 192 entrevistas e foi utilizado também para analise o banco de dados VARBRUL.
O artigo produzido por Patrícia Graciela da Rocha intitulado: “A variação dos pronomes de segunda pessoa na língua falada nas comunidades de Ratones e de Santo Antonio de Lisboa-Uma abordagem Sociolinguística Variacionista” composto por treze (13) páginas visa descrever a alternância dos pronomes “tu/você” nas duas comunidades de Florianópolis e saber se o “tu” persiste com relação ao você, os dados foram coletados do banco de dados do programa VARSUL; 192 entrevistas e foi utilizado também para analise o banco de dados VARBRUL.
Como o titulo já mostra a autora partiu
de uma metodologia variacionista, pois selecionou oito informantes e levou em
consideração as variáveis sociais independentes não linguísticas que são: escolaridade,
região e faixa etária e as variáveis linguísticas que são: paralelismo formal e
concordância verbal, embora, eu não foque em concordância o artigo também
menciona a concordância do pronome “tu” e o paralelismo entre os pronomes
(tu/teu/te, você/seu/lhe) que arremetem o uso de alguns desses pronomes
“tu/você”.
Segundo a autora, há alternância entre
esses pronomes em que a variante “tu” na região Sul mostra-se mais frequente
com relação a variante “você” tal hipótese é levantada com base nos estudos de
Loregian-Penkal (2004) na região central de Florianópolis e do Ribeirão da ilha
(região interiorana), pois a autora afirma que por meio de comparações a
predominância da variante “tu” sobre a variante “você”.
De acordo com os dados levantados a
autora pode constatar com relação à alternância de tu/você que a variante “tu”
realmente predomina nas duas comunidades, porque como a autora argumenta apesar
de o pronome (você) ser novo no português brasileiro os informantes jovens fizeram 100% uso de “tu” e os mais velhos 96%
das ocorrências e 4% do pronome você. Como a autora previa em seus objetivos o
pronome (tu) continua a ser a forma mais utilizada até pelos mais
escolarizados, embora os menos escolarizados façam mais uso de (tu).
Como já havia mencionado o caso da
concordância não será enfatizado aqui, pois não favorece a análise em questão
que é a variação entre os pronomes de segunda pessoa. A autora explicita bem
todo o trabalho aqui apresentado, no entanto deixa a desejar quanto à
explicação a cerca do fato histórico entre ambos os pronomes, pois é mencionado
que o pronome “você” é mais novo que o “tu” no português brasileiro, mas essa
explicação ficaria mais coerente se a autora partisse de uma proposta
morfológica em que ela poderia delimitar o pronome de tratamento “vosmicê” até
ele chegar na condição de pronome pessoal, desta forma acredito que a afirmação
anteriormente de que um pronome é mais recente que o outro ficaria mais clara.
Embora tenha este pequeno empecilho, se
é que posso chamar assim, não chega a comprometer a compreensão do artigo e
fortaleceria a suposição de que a população jovem faz mais uso de “tu”, mas se
fosse feita apenas melhoraria. Quanto à variação entre as duas variantes apenas
foram confirmados o que já era hipotético, que a região sul tende a falar
utilizando mais o “tu”.
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