RESENHA
PERDA (DO USO DO TU/TE) E AQUISIÇÃO
(VOCÊ/TE)
Cinthia
ferreira de Andrade
A
resenha sobre o artigo “PERDA ( DO USO DO TU/TE) E AQUISIÇÃO (DE VOCÊ/TE)
trabalho elaborado por Sônia Lazzarini Cyrino e Onilda Regina M. de Brito tem
como foco de estudo a seguinte
ocorrência, em que empregada a forma de tratamento você junto ao pronome
oblíquo te e ainda no trabalho são consideradas algumas das condições de uso
dos pronomes da 2ª pessoa em função do objeto.
Neste
estudo foi evidenciado à relação aos clíticos, em PB, no qual os estudos
apontam que está desaparecendo. Porém ainda ocorre o uso dos clíticos de 1ª e
2ª pessoa embora em proporções menores. Analisados os dados foi verificado os
valores dos clíticos de 2ª pessoa que de início houve uma considerável diminuição
no uso desse clítico, mas que a partir dos 1940 volta aumentar o seu uso,
chegando em 1973 a 24% não muito distante do valor apresentado na primeira metade
do século XVI. Devemos registrar, no entanto, que esse clítico não corresponde
mais à forma de tratamento tu, mas à
forma você.
Segundo
Monteiro (1994: 161-164), intercambialidade dos pronomes”, decorre, no caso dos
pronomes de 2ª pessoa, da introdução do pronome você. Isso se dá por um
processo de reorganização do sistema em que possibilidade de uma série de
associações nas relações sintáticas. Tal alternância pronominal ocorre
segundo ao autor por mudanças no comportamento dos interlocutores, dependentes
da natureza da relação social: o uso de te com você conota talvez maior
aproximação ou intimidade do que lhe
com você.
Ainda
com base nos conceitos de Monteiro, consideramos que os tipos de relação social
e as interferências intersubjetivas constituam fatores condicionantes ao uso
dos pronomes de 2ª pessoa, não podemos deixar de ressaltar que, através da
observação da aquisição, os fatores que devem estar condicionados ao uso do te
não sejam esses, pois uma criança ao redor dos dois anos de idade, quando
se observa o uso do clítico de 2ª pessoa, manteria o mesmo uso ainda que
estivesse falando com outra pessoa que não fosse a sua mãe, pois não possui bem
definidos os tipos de relações sociais e o vocabulário a eles adequado.
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