quarta-feira, 6 de novembro de 2013

RESENHA SOBRE O ARTIGO “TU, VOCÊ, CÊ, e OCÊ NA VARIEDADE BRASILIENSE”


RESENHA SOBRE O ARTIGO “TU, VOCÊ, CÊ, e OCÊ NA VARIEDADE BRASILIENSE


Jose Ricardo Bispo de Castro

O referente artigo apresentado é fruto de uma pesquisa sociolingüística sobre os pronomes de segunda pessoa, com amostra de falas da variedade lingüística encontrada na região de Brasília e em algumas regiões administrativas que a circundam. Foi uma pesquisa que teve com base teórica a Variação Lingüística delineada por WEINREICH, LABOV & HERZOG. que assumem como premissas básicas a heterogeneidade lingüística ordenada e a necessidade do lingüístico e do não lingüístico para o entendimento pleno da variação e da mudança lingüística. Que é um fator de mudança diária, motivo pelo qual as pesquisas são importantes para os arquivos dessa variação tão rápida da língua.
Primeiramente os autores da pesquisa fazem uma retomada histórica de Brasília e como foi a formação para a construção da cidade, tendo como parâmetro os candangos que foram para Brasília na época de sua construção. Essa perspectiva é bastante interessante para o trabalho sociolingüístico porque, na época, pessoas de várias regiões do país foram para Brasília para ajudar na construção da Nova Capital da República.  Resumidamente, a pesquisa feita por estes pesquisadores apontam que, predominantemente, Brasília foi ocupada por nordestino, com 41,45%, em segundo lugar veio o sudeste com 30,72%, seguidos do centro-oeste com 22,75%, o sul com 1,98% e por último o norte com apenas 0,92%. Esses dados têm impactos diretamente na maneira de falar dos moradores da cidade de Brasília, tanto para os que lá chegaram como para os que lá nasceram. Tendo em vista que a sociedade em que estamos inseridos é fator fundamental para o modo de falar que adotamos, é uma característica humana.
A pesquisa foi dividida em grupos para abarcar melhor todas as variantes dependentes, assim foram usadas pessoas dos sexos femininos e masculinos, com diferentes posições sociais e com idades distintas. As cidades citadas na pesquisa foram Brasília, Taguatinga e Ceilândia, estas se diferem pelo poder econômico, social e cultural. Brasília com maior poder aquisitivo, com pessoas de classe alta, Taguatinga como classe média e Ceilândia, a cidade mais populosa do DF, como a cidade de classe baixa. Outro delineador foi a faixa etária dos informantes que foram divididos em: 13-19 anos; 20-29 anos e 30-48 anos.
Dados todos esses referenciais conclui-se que os homes com menores idade entre 13-19 anos tem maior incidência de usar o tu (pronome de segunda pessoa) em situações diárias de fala em um percentual de 41,5%, enquanto que as meninas da mesma faixa etária produzem esse pronome percentualmente em 22,6%. Na considerada, idade intermediária , 20-29 anos, os homens continuam na frente com 17,4% com relação as mulheres que atingem o total de 9,7%. Interessante a pesquisa que descobri-se que na última faixa etária pesquisada e apenas 5,1% dos homens continuam usando o “TU” enquanto as mulheres tiveram índices zerados 0,0%.
Compreende-se então, que o uso do “TU” pode ter relação com a idade, o grau de instrução e a classe social a que pertence o informante, visto que com menos idade, menos instrução educacional nos temos e com o passar dos anos tendemos a avanços educacionais e por este motivo usamos a maneira mais formal e culta para se dirigir a terceira pessoa, usando o “VOCÊ” em detrimento do “TU”. Vale salientar também que tanto em Brasília como nas Regiões Administrativas o uso do “TU” prevalece

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